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Uma vela no escuro

“Esperamos pela luz, mas contemplamos a escuridão.” – Isaías 59:9

Eu devia ter uns 14 anos quando descobri, na TV Escola, a série Cosmos, realizada por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan. Lembro que fiquei fascinado com a forma como Sagan mostrava as maravilhas do Universo: quasares, buracos negros, galáxias e planetas. Sagan, através da série, transmitiu o conhecimento sobre o cosmo - antes restrito ao meio acadêmico - a mais de 500 milhões de pessoas. Por isso, ganhou o titulo de “maior divulgador das ciências de todos os tempos”.

Pop in Rio


Caso você tenha passado os últimos dias longe do planeta Terra e não saiba, nas duas últimas semanas foi realizada a 10ª edição do Rock in Rio, sendo apenas a 5ª edição em terras tupiniquins, tendo as demais sido realizadas em Portugal. E o que mais me chamou a atenção quanto ao festival não foi ele em si, e sim aquelas pessoas opinando sobre a inclusão, mais uma vez, de artistas da música Pop no Line-Up do festival.

Desmitificando o mito da felicidade

Queremos ser felizes. A todo momento, somos cercados por várias "ofertas" que prometem nos fazer conseguir isso, cada uma de uma forma diferente, mas com um fator em comum: o consumo. E é assim que se inicia o mito da felicidade.

Bem, esta é uma era consumista, isso não podemos negar. A venda e a compra são as principais preocupações atuais e há uma grande busca em transformar tudo o que puder em consumo, sobretudo a felicidade. Esta é usada não como um produto em si, mas como um fim, uma consequência da, e somente da, obtenção de um produto. A exemplo disso, podemos ver que em praticamente todas as propagandas as pessoas estão felizes principalmente nas de margarina, como essa família ao lado, porque compraram certo carro, porque usam certo perfume, porque consomem certa marca de congelados.

E o vento levou

Não, não irei falar a respeito do filme, nem tampouco do livro. Falarei, pois, de uma certa frustração minha... Desculpe-me, se ela for idiota demais, mas eu precisava compartilhar isso.

Desde criança, sempre gostei muito de assistir a diversos filmes, muito disso influenciado pela minha mãe, e, ao assistir aos clássicos da Disney, criei dentro de mim, assim como imagino que a maioria assim fez, o sonho de um dia ter uma vida perfeita com o meu príncipe encantado. Muitas vezes eu me pego reclamando disso, dizendo que esses filmes estragaram a minha vida e me esconderam a "realidade".

Uma graça

Desde o surgimento da humanidade, histórias foram reproduzidas e criadas, e as pessoas as contavam à sua maneira, podendo ser de forma fiel ou exorbitante, com o objetivo de apenas comunicar um fato, impressionar, divertir ou até amedrontar. Por conta disso, o teatro surgiu quase de forma natural para auxiliar na perpetuação de tais histórias, havendo, inclusive, registros de rituais que se assemelhavam ao mesmo, que datam de 80.000 a.C. no Egito. Mas foi só na Grécia Antiga que o teatro como conhecemos hoje foi criado, através da síntese de diversas artes, como dança, poesia e música. O teatro na Grécia era dividido em duas vertentes, representadas por duas máscaras, a Comédia e Tragédia. Aristóteles, famoso filósofo grego, disse que a Tragédia tratava basicamente de homens excepcionais, como heróis, e já a Comédia seria sobre pessoas mais comuns, pessoas menos representativas na pólis. Desde então a Comédia vem sendo usada como ferramenta de sátira dos mais diversos aspectos da sociedade, e é sobre a Comédia no contexto atual que esse texto irá abordar.

Eu adoro rir, como qualquer pessoa, e com o meu eventual amadurecimento fui "evoluindo" com relação ao que me entretinha. Quando eu era criança, ficava mais do que satisfeito com as peripécias do Pernalonga, Patolino e afins. Posteriormente, passei a ver filmes com humores mais refinados, ou nem tanto Todo Mundo em Pânico, e também programas não infantis. Chegando, enfim, ao Stand Up, o qual eu acredito que seja um dos modelos mais populares (quiçá o mais popular) de humor atualmente, e é o que irei enfatizar.

As mudanças do mundo moderno


No dia a dia corrido que temos hoje, cheio de compromissos e afazeres de todos os tipos - que vão da simples tarefa de arrumar o quarto ao término daquele trabalho, não tão simples assim, que o professor passou semana passada -, acabamos adquirindo o hábito, por vezes inconsciente, de poupar tanto tempo quanto for possível, de economizá-lo. Estamos sempre procurando formas mais rápidas para fazer aquelas atividades que podem ser "apressadas".

Em meio a essa correria, acabamos deixando pra trás pequenas coisas, ações banais que para muitos talvez não façam diferença, mas que para outros podem ter um enorme significado. Enquanto estamos ocupados, o tempo vai passando, novas tecnologias vão surgindo, tudo ao nosso redor vai se transformando, adaptando-se aos novos hábitos da sociedade.

Nada acontece do dia para a noite, as mudanças ocorrem gradualmente e mal percebemos. Estamos ocupados demais "vivendo" e, quando nos damos conta, já passou. Ações simples como o ato de ir a uma locadora de filmes, por exemplo, é algo que me fará muita falta caso desapareça por completo. Essa é uma atitude que já vemos com pouca frequência atualmente, daqui a alguns anos talvez não vejamos de fato.

Frustrações e lamentações

Estudar, estudar e estudar... Isso é o que a maioria das pessoas espera, hoje, de um jovem de 18 anos... Estar em uma boa faculdade e garantir seu futuro... Qualquer pequeno "desvio" é motivo de críticas e lamentações, vindo principalmente dos mais velhos. Receber críticas e lamentações, acontece comigo quase todos os dias, e muitos devem passar pela mesma situação. Então, temos que aprender a conviver com isso, não é? Não! Por que temos que aceitar críticas de pessoas que querem tentar moldar o nosso futuro?!
"Você faz o que você ama, e que se foda o resto."


Fisicamente, larguei a faculdade. Não compareço às aulas desde junho, eu acho. Passei meses em um curso do qual não gostava e muito demorei para - finalmente - decidir tentar algo de novo na minha vida e prestar vestibular mais uma vez. Para quem leu o meu texto anterior, “Escolhas para o seu futuro”, já deve entender a minha história e o meu ponto de vista em relação a provas de vestibular e cursos.

O último dia

Acredito que, no fundo, todo mundo gosta de divagar no tempo. Algumas vezes, músicas dão um "empurrãozinho" e nos levam a lugares que talvez não existam e que nos fazem, de certa forma, viver situações que provavelmente nunca acontecerão. Recentemente, enquanto estava ouvindo música no modo aleatório, a  faixa O último dia, do Paulinho Moska, começou a tocar e me suscitou a seguinte reflexão: o que eu faria do dia de hoje se soubesse que amanhã D̶e̶u̶s̶ ̶i̶r̶i̶a̶ ̶a̶p̶e̶r̶t̶a̶r̶ ̶o̶ ̶b̶o̶t̶ã̶o̶ ̶"̶d̶e̶l̶e̶t̶e̶"̶ ̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶do o mundo iria acabar? 
Consequentemente, passei muito tempo pensando sobre o que eu faria se o mundo acabasse. Inúmeras situações surgiram na minha mente e nenhuma delas - exceto a que eu pensava em manter ao meu lado as pessoas que amo - eu teria coragem de fazer se não tivesse a plena certeza de que o mundo iria acabar amanhã. Creio que muitos de vocês - ou até todos - pensariam também em praticar atitudes ilícitas.  Há tantas coisas que queremos fazer e, por algum motivo, acabamos deixando para outra hora. Há tantas vontades que temos e que, por conta dos valores que a sociedade nos impõe, não são realizadas. E quando pensamos em uma situação em que podemos perder a vida, nada (ou quase nada) mais importa, assim faríamos coisas como aquelas retratadas na música de Paulinho Moska: "abria a porta do hospício", "dinamitava o meu carro", "parava o tráfego e ria" etc.

Escolhas para o seu futuro

Fim do ano se aproximando, o que vem por aí? Natal, Ano Novo, Dia das Crianças, Dia das Bruxas?! Não, vestibular... Lá vem outro me encher a paciência com revistinhas, conselhos ou fórmulas milagrosas para me fazer passar. Bem, fiz as provas há dois anos, sei como é estressante...

Assistir aulas o dia todo, fazer simulados, estudar de forma redobrada (ou não): uma intensa rotina da qual todos querem se ver livres. O problema é que muitos pensam da seguinte forma: "Foda-se tudo, só quero sair do convênio/cursinho, sei que tudo vai melhorar sendo um universitário".

Lealdade

"Serei, serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos, te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar pra trás"
Lealdade - Caetano Veloso

Lealdade é um conceito que pode levar a muitos caminhos. Ser leal a uma empresa, a uma pessoa, a um time, a uma banda... mas o que é, realmente, a lealdade?

Definir lealdade não é fácil, isso depende do ponto de vista. Este é o meu: lealdade é uma mistura de compromisso, fidelidade e sinceridade, tudo em uma palavra só. Nessa definição, vejo o cão como melhor símbolo.


Você faria o mesmo?


Ultimamente, venho pensando muito nas palavras "honestidade", "companheirismo" e "superação", por ter presenciado, lido e assistido algumas coisas que envolviam essas palavras, me trazendo um questionamento, com isso faço a pergunta: você faria o mesmo?

Consumidos

Quando eu ainda estava no Ensino Médio, durante uma aula de Matemática em que eu não estava dormindo, o professor comentou sobre um desafio proposto por um instituto matemático, o qual foi feito no ano 2000, e tratava-se da resolução de sete problemas matemáticos, sendo esses considerados os "problemas do milênio". O professor nos contou que um dos problemas havia sido resolvido por um matemático russo, e o mesmo recusou o prêmio de US$ 1 milhão, dado a quem for capaz de resolver cada problema, afirmando estar satisfeito apenas por sua solução estar correta.
Grigory Perelman, o matemático russo.

Poliamorismo

Há algum tempo venho observando uma movimentação em relação aos termos "poliamorismo" e "relacionamento poliafetivo": recentemente, saiu na mídia o caso de um juiz que oficializou a união de três pessoas e, com isso, questões muito sérias - para não chamar de polêmicas - foram levantadas: hoje em dia, até onde vai o conceito de família no Brasil e seria o poliamor uma espécie de poligamia?

É do conhecimento de todos que em muitos países a poligamia é uma orientação cultural, e um homem casar-se com mais de uma mulher é perfeitamente tido como "normal". Então, o que difere o poliamor da poligamia?

A poligamia é uma cultura muito antiga e em países como a África do Sul, Marrocos, Israel e Etiópia a união estável de um homem com várias mulheres é extremamente conveniente e socialmente aceitável. O poliamor ou relacionamento poliafetivo, por sua vez, já vem de uma escolha pessoal e sentimental entre mais de duas pessoas, é um relacionamento consentido e baseado em afetividade.

A tal alienação

Alienação. Muito se ouve falar dessa palavra. De acordo com o hegelianismo, é quando a consciência torna-se desconhecida a si própria ou à sua própria essência. De acordo com a Psicologia, é  o estado da pessoa que, tendo sido educada em condições sociais determinadas, se submete cegamente aos valores e instituições dadas, perdendo assim a consciência de seus verdadeiros problemas.

Não queria falar de televisão, muito menos citar emissoras, mas, no meio em que vivemos, acaba se tornado quase inevitável. A televisão é o instrumento midiático mais conhecido, utilizado e associado à alienação, até porque é o de mais fácil acesso. Há décadas a TV tem sido ditadora de modas, estilos musicais, gírias, costumes e opiniões políticas.

Porém, falar de alienação não refere-se apenas às redes televisivas, alienação refere-se a qualquer atitude totalmente influenciável e não própria: religião, gosto musical, time de futebol e toda essa nova mídia social, tão utilizada e viciante. Mesmo não percebendo, dezenas de coisas nos são impostas durante o dia e, sem nos atentarmos, apenas as aceitamos.

Sensações perdidas

Crescemos, vivenciamos experiências novas a cada momento, concluímos metas e falhamos, mas, na maioria das vezes, com a sensação de dever cumprido, ou simplesmente com o desgosto da derrota. No entanto, não sentimos mais essas sensações com a mesma profundidade de quando éramos crianças, tempo em que sentíamos aquela adrenalina ante qualquer desafio. Tudo que realizávamos nos fazia sentirmo-nos como os reis do mundo.

Sabe aquela felicidade de encontrar dois tazos no mesmo pacote de salgadinhos? Ter as cinco partes do Exódia no seu deck e se sentir o cara mais foda da 4ª série? Pois é, sentir-se feliz por coisas simples as quais não damos mais importância.
 
Com o passar dos anos, envelhecemos, talvez nos tornemos mais chatos, indiferentes ou simplesmente ficamos estressados com as responsabilidades que nos são empurradas. Ficamos presos nas nossas rotinas, fazendo parecer que nada vai mudar. Tornamo-nos pessoas andrógenas.

O culto

Já dizia Vinicius de Moraes: "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental." Devo concordar com ele, beleza é realmente fundamental. Mas fundamental apenas para um interesse superficial, sou incapaz de manter uma conversa com pessoas desinteressantes por mais do que alguns minutos, independente de sua aparência. Não costumo me importar com os outros, mas sou educado, acho.

Falo isso, talvez, por não ser um dos mais belos, mesmo. E, por isso, passei toda minha vida buscando outras formas de me diferenciar dos demais, sendo através de meus pensamentos e/ou minhas atitudes. Não obtive o sucesso esperado em minha "missão", mas continuo tentando extrair o melhor das horas em que passo assistindo a filmes, lendo livros e filosofando com meus amigos.

Viver, apesar do medo

"Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá"
 Medo - Lenine

Todos sentimos medo. Uns demonstram menos e outros demonstram mais. Mas, apesar do medo, temos que seguir vivendo. Como?

O medo é um sentimento natural que todo mundo possui. Ele serve para nos proteger e nos alertar. O problema é quando não conseguimos conviver com ele.

A verdade é  que sentimos medo de tudo, inicialmente. Mas temos medo de assumir que temos medo, porque isso seria considerado uma fraqueza, e temos medo de sermos considerados fracos. É também  por causa desse medo de sermos considerados fracos que temos medo de envelhecer, já que velhice é considerada uma fraqueza.

Não quero mais dormir

Quando nasci, só dei o primeiro choro para respirar e voltei ao maravilhoso sono que certamente estava tendo na barriga da mamãe. Dormi por horas. Muitas horas. Não tinha nada melhor pra fazer mesmo.

Até os 3 anos dormi como uma criança normal: uma soneca de manhã, outra à tarde e o sono de noite. Mas nessa idade, quando descobri coisas mais interessantes para fazer, tipo brincar, decidi não fazer mais sonecas.

Loucos sábios

Engraçado, lembro claramente de como sempre me contavam o quanto as pessoas sábias ficavam loucas. Agora entendo: saber demais enlouquece. A sapiência nem sempre é uma dádiva, não quando se tem em excesso. Ter dúvidas é humano e seguir sempre a razão nos faz perder os melhores sofrimentos. E tenho para mim que eles, os sofrimentos, as dores e as decepções, são como presentes que a vida nos dá, presentes que nos fazem seguir adiante, que nos fazem crescer, que nos fazem sentir.

Como diria Edgar Allan Poe:
"Resta saber se a loucura não representa, talvez, a forma mais elevada de inteligência.”
Na História, podemos observar que as mentes mais brilhantes sempre se perdiam dentro do seu mundo: Vincent van Gogh, Ludwig van Beethoven, Isaac Newton, Nietzsche, John Forbes Nash, Da Vinci, Platão, Edgar Allan Poe. Todos enlouqueceram buscando talvez uma perfeição não existente, eram atormentados por sua genialidade. Morreram sozinhos, afogados em seus vícios, doentes, desgastados por uma vida de dor.