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Vanguart



Vanguart é uma banda de folk rock formada em Cuiabá, Mato Grosso, vencedora do prêmio MTV de melhor banda em 2012 e que começou a surgir dez anos antes, em 2002. De início, Vanguart era um projeto solo de um dos seus integrantes, Hélio Flanders, que tocava violão, teclado e cantava em seu quarto sem nenhum compromisso – até chegou a gravar alguns cds, mas que não foram de fato lançados. Seus integantes foram sendo acrescentados aos poucos, sempre dando um toque a mais nas suas músicas. Hoje, a banda conta com seis integrantes fixos: Hélio Flanders, Reginaldo Lincoln, Luiz Lazzaroto, Fernanda Kostchak, Douglas Godoy e David Dafré.

A batida de Lilly Wood and the Prick



O que imaginar quando duas pessoas se encontram por acaso em um bar, em Paris, no meio da noite, e então decidem fazer música? Pois é, isso foi exatamente o que aconteceu com Nili Hadida e Benjamin Cotto: foi o surgimento da banda francesa Lilly Wood and the Prick.

Apenas uma vez



Assistir a um filme que possui uma trilha sonora composta de artistas e canções brilhantes é uma das melhores coisas da vida, pelo menos para mim. Acredito também que a experiência pode até se tornar melhor. Para isso, basta o filme ter seus próprios personagens compondo uma inconfundivelmente surpreendente trilha sonora. E foi exatamente isso que eu encontrei assistindo ao filme "Apenas uma vez" (ou Once, se preferir). Não sei se você já ouviu falar de Glen Hansard e Markéta Irglová, mas, caso ainda não, neste momento, eu irei lhe apresentar uma das melhores duplas da música indie folk que meus ouvidos já escutaram.

Onde estão as nossas crianças?


Esconde-esconde, pega-pega, bandeirinha, telefone sem fio, bolinhas de gude, jogos de tabuleiro: com certeza, alguma dessas brincadeiras deve lhe ter feito voltar no passado em alguma lembrança de infância. A vontade de ficar até tarde na rua brincando e a mãe gritando e mandando entrar porque já está na hora, os machucados nos braços e pernas que ficaram marcados durante um bom tempo (antes mesmo que as antigas marcas melhorassem já haviam novas), as subidas nas árvores... Tantas lembranças, algumas boas e outras nem tanto. Toda essa nostalgia só nos leva a uma pergunta: onde estão as nossas crianças de hoje? Estão no jardim brincando com lama e sujando toda a casa? Estão escalando árvores e se machucando por ai? Ou estão dentro de casa brincando com seus tablets, computadores e videogames?

Imagina na Copa



Sabe aquela vontade de ajudar o país ou a própria cidade, mas não sabe como? Problemas com o lixo, poluição, trânsito etc? O Imagina na Copa reúne diversas histórias de projetos que estão contribuindo de alguma forma para um país melhor, além de convocar missões para que todos possam agir coletivamente a partir de ações simples, mas muito significativas, e incentivar todos aqueles que ainda não sabem por onde começar. Um desafio de mudança até 2014.

Uma orquestra reciclada

Imagine uma favela, localizada em uma pequena cidade, no Paraguai, que foi construída sobre um aterro sanitário e que pode até ser considerada uma das favelas mais pobres da América Latina. Imaginou? Agora imagine a vida das famílias que ali habitam, que dependem da cerca de 1.500 toneladas de lixo que recebem diariamente para sobreviver. A perspectiva de vida da maioria das crianças e jovens dessa favela deve ser preocupante, visto que são obrigados a conviver entre lixo, drogas, doenças. A realidade talvez fosse essa, caso não tivessem encontrado uma esperança: a música.


A favela é Cateura, na cidade de Assunção, e tudo começou com o morador da favela Nicolás Gómez, conhecido como “Cola”, e o músico Favio Chávez, que, com um pedaço de lixo e uma grande ideia, começaram a fazer música a partir de instrumentos musicais feitos de lixos encontrados no local. Pedaços de lata, madeira, colheres, garrafas etc: tudo é reciclado e juntado para mudar a vida de muitas crianças e jovens de Cateura.

500 dias com ela: uma história sobre o amor, não de amor

Sabe quando você termina de assistir a um filme e no mesmo momento tem vontade de ver de novo e de novo para sempre? Pois é, acredito que a maioria já tenha passado por isso e, para esses, eu pergunto: foi a história, os atores, a trilha sonora ou tudo junto? Bom, não sei se todos conhecem, mas, hoje, eu irei falar sobre o filme que já me fez passar finais de semana inteiros na frente da televisão assistindo novamente. Hoje eu irei falar de "500 dias com ela".

Para mim, foi a trilha, os atores, a história, tudo junto. Não tem como não se apaixonar por um filme com Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel juntos, com uma trilha que vai desde Pixies até The Smiths, com uma história que é sobre o amor e não de amor. Claro que existem aqueles que não gostam e até dormiram durante o filme, mas é admissível que Joseph e Zooey possuem uma química sem igual – uma dupla imbatível.

Ideologia: queremos uma para quê?

O Brasil está sendo bastante movimentado nos últimos dias por manifestações e protestos que se estendem a cada canto do país e, conforme os dias passam, o número de seus manifestantes cresce surpreendentemente. Todos gritam frases como “O Brasil acordou”, “Todos contra a corrupção”, “Queremos mais saúde e educação e menos Copa”, mas a questão é: dentre tanto “querer” existe um “por quê”?

Tudo começou com o aumento da passagem de ônibus, em São Paulo, de R$3,00 para R$3,20, o que foi, para muitos, o estopim para todas as injustiças que a população suportava até aquele momento, levando inúmeros paulistanos às ruas para manifestar e exigir seus direitos de cidadãos e mostrar que não são estúpidos como o governo pensa. Entretanto, o que seria apenas mais uma reivindicação, acabou por influenciar todo o Brasil e, ontem, 17 de junho, levou cerca de 210 mil pessoas às ruas de todo o país a protestar por seus direitos e buscar melhorias para o país. Eu acredito que o povo pode, sim, mudar o país, mas o que vi em algumas dessas manifestações é que não está havendo um foco e um objetivo a se alcançar. Ora, não me entenda mal, eu sei que todos buscam por direitos, mas eu pergunto: quais direitos? Saúde, educação e segurança? Mas qual é o plano para quando houver uma discussão entre autoridades e manifestantes? Apenas exigir seus direitos? Dizer "eu quero e quero isso agora"? Não sei se eu estou sendo clara, mas tentarei explicar melhor.

Pixar: como tudo começou

Impossível não gostar, emocionar-se e voltar a ser criança. Para mim, essas três frases resumem cada trabalho, seja ele de 1 minuto ou de 1 hora, da tão renomada Pixar, empresa americana de animação digital. Com seus grandes sucessos, como Toy Story e Procurando Nemo, a Pixar já arrecadou inúmeras premiações, como o Oscar e o Globo de Ouro. Contudo, muitas vezes nos perguntamos onde e como surgiu todo o sucesso da Pixar Animation Studios. E, pensando nisso, apresentarei para você, leitor, um pouco sobre a História dessa gigante da animação.

As diversas formas de fazer arte

Nas últimas semanas, tenho estado em um constante conflito com o meu eu interior. Venho tentando encontrar o meu lado artístico e criativo, porém sem muito sucesso. Foi durante um desses momentos de busca pela inspiração que resolvi procurar por mentes inovadoras dentro das artes plásticas, ou simplesmente do mundo artístico, e me deparei com inúmeras formas de criar e fazer arte da qual seus criadores merecem ser reconhecidos e suas obras apreciadas. Por essa razão, irei mostrar duas formas de obras de arte surpreendentes que você não pode deixar de conferir.

Há pessoas que gostam de pintar em telas, papéis, peles ou calçadas, mas não Mike Stilkey, um artista plástico que inovou a forma de pintar/desenhar ao ter a preferência de realizar suas obras em nada mais nada menos que livros. Sim, livros. E de preferência antigos.

Nascido em 1975, na Califórnia, Mike, com seus desenhos fantásticos e bem coloridos de personagens um tanto quanto curiosos, já participou de exposições em diversos países e suas obras encantam a todos nos quatro cantos do mundo. Você pode conferir um pouco mais de sua arte em seu site oficial.

Birdy e Russian Red: já ouviu falar?

Sabe aquela sensação de quando você escuta uma música e ela lhe faz sorrir, como se você esquecesse todos os seus problemas, limpasse a sua cabeça, para apenas ficar lá, ouvindo aquela música? Não sei se você, leitor, já se sentiu assim, mas admito que foi assim que eu me senti quando ouvi pela primeira vez as vozes de duas fantásticas cantoras: Jasmine e Lourdes. Com um estilo que passa pelo pop, folk, indie e rock, essas duas belas artistas, apesar de diferentes, encantam a todos com seus estilos suaves e originais.

Mas você deve estar se perguntando: quem diabos são Jasmine e Lourdes? Antes de mais nada, elas não são uma dupla nem nada do tipo, são apenas dois nomes da música indie que me chamam bastante a atenção e, provavelmente, você já ouviu sobre alguma delas e até ouviu alguma canção, se duvidar. Ou será que você nunca ouviu o cover de Skinny love, do Bon Iver, por Birdy, nem as belas canções da Russian Red? Bom, se for o caso, permita-me apresentar-lhe essas duas grandes cantoras que você pode amar ou odiar.

O universo conspira contra nós?

Sabe aquele momento da vida em que tudo começa a dar errado e quanto mais coisas ruins acontecem, mais o tempo demora a passar? Pois é, pode ser um dia, uma semana, um ano ou a vida inteira, dependendo da pessoa. Você acredita que aquele pode ser o melhor ano da sua vida, mas, de repente, ele se torna o pior até então. Ou então você pensa "ah, já está tudo planejado, esse dia vai ser perfeito" e, em um piscar de olhos, tudo acaba arruinado. Se isso ou algo parecido já aconteceu com você, don't panic, são apenas fases e algum dia isso irá passar.

Quer dizer, não exatamente fases, mas, e muitas vezes, transições de fases da vida. Pense comigo: criança para pré-adolescente, pré-adolescente para adolescente, adolescente para quase-adulto, quase-adulto para adulto etc. As pessoas não são acostumadas com mudanças e, quando são obrigadas a mudar seu modelo de vida, começam as crises. Por exemplo: em um momento, você está no jardim de infância desenhando, pintando, comendo cola, sendo feliz; no outro, você está sendo pressionado a escrever, contar números, aprender a ler; depois, você precisa passar no vestibular, orgulhar a família, ter um estágio, e assim por diante. Horrível, não é?

A leitura é a base do mundo

"A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum ecrã e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional." (Umberto Eco)

Na era tecnológica na qual vivemos, as pessoas parecem estar deixando cada vez mais a leitura de lado e dando prioridade a coisas fúteis e desnecessárias que o mercado nos apresenta: seja a adaptação de um livro para as telas do cinema – que muitas pessoas deixam de ler a obra já que ver o filme é "mais divertido" –, ou seja, as novas tecnologias que surgem a todo momento, que servem para induzir o consumidor a escolhê-las ao invés de um simples monte de papel. Mas o que as pessoas estão esquecendo é que a leitura é fundamental para o ser humano, para a sociedade e para a vida. Imagine você, que está lendo este blog agora, o que seria do mundo sem a leitura, sem a fantasia, sem a magia, sem o mistério e sem o conhecimento advindo dos mais diversos tempos e mentalidades? Pois é, um grande vazio.

O valor de ser criança

Toda criança deveria ter o direito de uma vida digna, com respeito, liberdade e proteção, porém a realidade em que vivemos é bem diferente. Quantas crianças vemos por aí em condições subumanas, humilhadas e exploradas, muitas vezes até pelos seus próprios pais? É lamentável, mas é real. A infância, hoje, está levando um outro caminho: as crianças estão crescendo mais rápido, estão esquecendo – ou são obrigadas a esquecer – de aproveitar o incrível momento que é o de ser criança.

No Brasil, há cerca de 5.438 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, submetidas ao trabalho forçado, sendo 42% no Nordeste no país. O que explicaria esse fato? Seria o tão elevado nível de miséria e falta de alternativas de integração social? As causas são inúmeras, o problema está ao nosso lado, mas as pessoas estão ocupadas demais para percebê-lo. São pessoas que, paradas no semáforo, estão mais preocupadas com os seus carros e seu ego do que com as crianças em situação precária vendendo bombons para poder sustentar a família. São pessoas que ignoram o fato de milhares de crianças em sua própria cidade estarem passando fome e sem um teto para dormir, mas dizem se comover com a situação de fome na África mostrada na televisão. O mundo está lotado de pessoas assim.

O cemitério dos vaga-lumes

Quando as pessoas costumam falar sobre o Japão, é normal relacionarem o mesmo a um país desenvolvido, com muitas tecnologias e riquezas. Enfim, as pessoas veem o Japão apenas como ele é hoje. Agora, pare e imagine o país durante a Segunda Guerra Mundial. Imagine um Japão cheio de miséria, dor e sofrimento.

Dirigido por Isao Takahata e produzido pelo estúdio de animação Ghibli, o filme Hotaru no Haka ("O túmulo dos vaga-lumes"), apesar de ficção, relata exatamente a vida de muitas pessoas durante esse período.

Música e talentos nacionais

Para você que acredita no mito de que para ser música boa ela tem que ser estrangeira, só tenho uma coisa para lhe dizer: você está mais do que enganado, meu caro. Mas isso é compreensível, todos nós somos vítimas da cultura de massa, vemos e ouvimos o que a mídia nos apresenta, vivemos em um país onde nós mesmos nos consideramos inferiores ao que é estrangeiro. No entanto, não vim aqui para criticar e sim para lhe apresentar músicas boas (e nacionais) que irão agradar aos seus ouvidos.

Eu poderia passar o dia falando sobre bandas e cantores fantásticos que, infelizmente, são pouco conhecidos, mas, como sei que se eu escrever demais ninguém vai ter coragem para ler tudo, vou tentar resumir ao máximo.

Respeito à terceira idade

O medo de envelhecer está tomando conta da sociedade. Ninguém mais quer crescer e se tornar aquela pessoa idosa da qual tanto a sociedade – com exceções, claro – julga ser inválida, ignora e exclui do seu meio social. Podemos perceber que, atualmente, os idosos estão em condição de invisibilidade social – estão presentes, porém muitos não são notados.

Nos dias de hoje, devido ao grande avanço tecnológico, a sociedade possui maior qualidade de vida e de saúde. É um ponto positivo, porém problemático já que haverá um envelhecimento populacional em todo o mundo. O que nos leva a perguntar: e qual é o problema nisso? O problema é que a sociedade não está preparada para lidar com as questões sociais e psicológias ligadas ao envelhecimento, gerando, então, um conjunto de dificuldades e sofrimentos na vida das pessoas idosas – destacando-se a violência.

Um litro de lágrimas

Eu não me considero uma pessoa que se emociona facilmente. Na verdade, sou bastante insensível, mas confesso que a história da qual irei falar agora realmente me tocou.

Em 1962, no Japão, nasceu Aya Kitou, uma garota que tinha tudo para ter uma vida comum caso não tivesse sido escolhida por uma doença incurável: a degeneração espinocerebelar – uma enfermidade que deteriora o cérebro gradualmente até o momento em que a pessoa afetada não consegue mais andar ou falar.

Aya descobriu a sua doença ainda na adolescência e lutou contra ela até o fim de sua vida, tornando-se um exemplo de superação para todos que conhecem a sua história. Durante o tratamento, o médico de Aya a aconselha a escrever um diário para que ele pudesse acompanhar melhor o avanço da doença, um diário que logo acabou se tornando, de certa forma, um vício para ela, uma forma de expressar tudo o que sentia ao longo de sua vida.