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Especial: Oscar 2014 - Blue Jasmine

Em Blue Jasmine, Woody Allen dirige Cate Blanchett e Alec Baldwin.
Ainda que tenha deixado a desejar em comparação com as suas últimas grandes obras, como Meia-Noite em Paris (2011), Vicky Cristina Barcelona (2008) e Ponto Final - Match Point (2005), com seu filme mais recente o veterano Woody Allen concorre ao Oscar de Melhor Roteiro Original e suas atrizes principais - Cate Blanchett e Sally Hawkins - aos de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante, respectivamente. 

Casal 20


A irmã dele fazia aulas de jazz. Ela fazia aulas de jazz com a irmã dele. Ele foi assistir a uma performance da irmã. Ela apresentou uma performance da Alanis Morissette com a irmã dele. Ele achou que elas dançavam muito mal. Ela percebeu que a dança não era o negócio dela. Ele era ator. Ela não era dançarina. Ele foi até a casa de um amigo produtor para discutir uma peça. Ela era filha do produtor da peça. Ele a viu comendo miojo na sala de estar. Ela comia miojo na sala de estar quando ele chegou. O nome dele é Gregorio. O nome dela é Clarice. Eles se reconheceram. Seus olhos se encontraram. Foi amor à segunda vista. A partir daí, nunca mais se separaram e formam um verdadeiro casal 20. 

A viagem do amadurecimento



Durante o biênio 2002-2003, uma animação japonesa inesperadamente tornou-se centro de discussões nos melhores festivais internacionais de cinema. O filme surpreendeu duas vezes. Primeiro, por ter vencido o Oscar de Melhor Animação, mesmo se tratando de uma película estrangeira (ainda mais oriental). Segundo, por, ainda que se tratando de uma animação, ter levado o prêmio máximo do Festival de Berlim: o Urso de Ouro.

Qual é a verdadeira face do amor?

É com a pergunta do título que Mario Vargas Llosa, Nobel da Literatura de 2010, nos instiga a desvendar o seu romance Travessuras da menina má. Juro, não sou daqueles que acredita em amor propriamente dito, muito menos à primeira vista. Desprezo romantismos. Mas a história de Ricardo e a menina má tomou minha atenção por semanas, tanto que hoje considero as Travessuras - ao lado do Ensaio sobre a cegueira de Saramago e das Ficções de Borges - meu livro favorito. 

Ricardo Somocurcio é um jovem peruano cujo maior sonho é viver em Paris. Possui uma vida pacata: mora com sua tia no aristocrático bairro de Miraflores, tem aulas de inglês e francês, pratica esportes com seus amigos, frequenta o clube aos domingos e vai aos bailes dançar com as garotas do bairro. É nesse clima de tranquilidade que surge a garota que o marcaria pelo resto da vida, Lily, a chilenita. Era uma garota bonita e, não apenas pela beleza, atraente. Misteriosa, vinda de outro país, logo chamou a atenção de todos os rapazes do bairro, que a desejavam mais que tudo. Ricardo não foi exceção, caiu de amores pela sensualidade exótica de Lily. Saíram juntos, divertiram-se, namoraram, mas, não importava o que Ricardo oferecia, nada parecia ser suficiente para ela. Depois de uma pequena confusão em uma festa de aniversário, a garota desaparece e ninguém nunca mais ouve falar dela. Ele, entretanto, jamais esquece a garota que tomou conta dos seus pensamentos naquele verão.

A arte de Fábio Moon e Gabriel Bá

Minha caminhada como leitor foi grande, passei por várias fases - gibis, mangás, quadrinhos - até finalmente chegar à literatura. E ainda hoje tenho grande apreço por cada uma dessas fases. Portanto, não é segredo, pelo menos para os meus amigos, o fato de eu ser um grande fã de histórias em quadrinhos. Infelizmente, ainda hoje, as histórias em quadrinhos são tidas como uma espécie de "arte menor" por supostamente terem um conteúdo de teor infantil. Todavia, embora poucos tenham conhecimento, nem todos os quadrinhos são sobre crianças aventureiras e heróis superpoderosos, foi na Nona Arte que surgiram diversas obras-primas adultas, como Maus de Art Spiegelman, Persépolis de Marjane Satrapi, 300 de Frank Miller, V de Vingança de Alan Moore e Sandman de Neil Gaiman.

Se no mundo como um todo já há uma desvalorização das HQs, no Brasil esse problema é muito mais agravante. Essa ideia de a Nona Arte ser inferior talvez remeta ao fato de que não há no país a tradição dos quadrinhos voltados para o público jovem e adulto. No Brasil, o que temos são clássicos infantis, como a Turma da Mônica do Maurício de Sousa e o Menino Maluquinho do Ziraldo. Excelentes, sem dúvida, mas pouco atraentes para o público mais maduro.

Nós somos infinitos

Depois de ler Grande Sertão: Veredas, procurei por uma leitura mais leve, e eis que me apareceu um livro juvenil intitulado As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky. Juro que não tinha muitas expectativas quanto à qualidade literária da obra, porém Chbosky conseguiu me surpreender com sua escrita única e personagens encantadores e, mais além, deixou-me atormentado indagando o porquê de não ter lido esse livro durante os meus 15/16 anos.

As vantagens de ser invisível é um romance epistolar no qual o protagonista, um jovem americano de classe média chamado Charlie, conta a sua história a partir de cartas destinadas a um "amigo", o qual o próprio narrador desconhece. O mais novo de três filhos, Charlie é apaixonado por literatura, acaba de entrar no Ensino Médio e o seu único amigo comete suicídio. Como ele mesmo diz: "Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim."

A publicidade, o consumo e a criança

Diz-se que existem três poderes: o Legislativo, o Judiciário e o Executivo. Mas, na verdade, há um quarto poder: a Mídia, cuja grande habilidade é a de influenciar. E, no mundo atual, a maior expressão da Mídia é a televisão, mantida a partir da publicidade e da propaganda, que buscam, acima de tudo, vender produtos, opiniões e estilos de vida.

Essa publicidade e essa propaganda são, muitas vezes, abusivas, feitas para atingir os mais vulneráveis à manipulação: as crianças. Dessa forma, empresas associam seus produtos a brindes, embalagens atrativas e personagens queridos pelo público infantil para conseguirem, predatoriamente, vender.

Cidadãos de bem

Sou um jovem adulto - uma espécie de meio-termo entre adolescente e adulto - cheio de incertezas sobre o futuro. E, como tal, tenho observado os adultos, grupo do qual, em pouco tempo, farei parte, procurando modelos de vida em familiares, professores, pais de amigos etc. Eles são pessoas "de família", bons cristãos, e fizeram tudo o que se espera de uma boa pessoa: terminaram a universidade, constituíram uma família e são bem sucedidos. Quem melhor para se espelhar?

Infelizmente, o que vi desses cidadãos ditos "de bem", em geral, não me agradou. Tenho observado, pelo menos na minha cidade, uma classe média cada vez mais reacionária e hipócrita, nos mais diversos aspectos.

O popular e o erudito

Em 1970, foi lançado, no Recife, com um concerto musical e uma exposição de artes plásticas, o Movimento Armorial, cujo objetivo era "realizar uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares da nossa cultura". O idealizador desse manifesto foi ninguém menos que Ariano Suassuna, autor do famoso Auto da Compadecida e membro da Academia Brasileira de Letras. 

Reza a lenda que um dia um crítico teatral abordou Ariano e perguntou de onde ele tinha tirado as ideias para alguns dos episódios do Auto da Compadecida. O crítico inquiriu algo como: "Como foi que o senhor teve aquela ideia da bexiga de sangue?", Ariano disse: "Eu encontrei em um folheto de cordel". Depois perguntou: "E a história da música que ressuscita a pessoa?". Ariano: "Tirei de outro folheto". O outro: "E o cachorro que morre e deixa dinheiro para o enterro?". Ariano: "Aquilo ali é um folheto também." Descontente com as respostas, o crítico disse: "Mas isso é o fim. Então, o que foi que o senhor escreveu?". E Ariano, por fim: "Oxente! Escrevi foi a peça." Resumindo: o livro foi escrito a partir de uma reconstrução da literatura de cordel, típica da cultura popular nordestina.

Download sustentável

É do conhecimento geral que o planeta está sofrendo por diversos problemas ambientais, entre eles o aquecimento global. O que tem ocorrido, para resumir o problema, é: devido à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento em larga escala, a temperatura média do planeta está aumentando, o que tem ocasionado diversas catástrofes ambientais, como o derretimento das calotas polares, secas, o aumento do nível do mar etc. Em suma, o crescente consumo de energia da humanidade está trazendo graves riscos ao planeta. Sendo assim, é responsabilidade de todos reverter esse quadro adotando medidas mais ecológicas. Nesse contexto, algumas pessoas preocupadas com os problemas ambientais organizaram-se e daí surgiram diversas ONGs voltadas para a proteção do meio ambiente.







Durante os anos 70, em plena Guerra Fria, um grupo de doze pessoas, entre elas jornalistas e ambientalistas, preocupadas com a guerra nuclear e com os problemas ambientais resultantes dela, fundou, no Canadá, o Greenpeace, uma ONG que se tornou internacionalmente conhecida por levantar a bandeira da paz e do meio ambiente. Essa ONG chegou ao Brasil em 1992, ano em que foi realizada no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (a ECO-92), e, ainda hoje, continua atuando com grande força no território nacional. Atualmente, o Greenpeace tem milhões de colaboradores em todo o mundo. E, há três anos, essa ONG lançou um interessante projeto virtual: o Black Pixel Project.

Você já ouviu falar do Butão?

Quando estava no último ano do Ensino Fundamental, apresentei um seminário sobre o Subcontinente Indiano - região formada por Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal, Butão, Sri Lanka e Maldivas - e, ao fazer o estudo para o seminário, fiquei fascinado por essa região. Que jovem, aliás, não fica fascinado ao ouvir histórias de lugares exóticos? Algumas semanas atrás, ao fazer uma visita ao site da National Geographic Brasil, eis que me aparece uma reportagem sobre o Butão, esse pequeno país localizado na Cordilheira do Himalaia.

O motivo de o Butão vir a ser foco de reportagem: em 2008, foram realizadas as primeiras eleições do país, que passou de uma monarquia absoluta para uma monarquia constitucional, como o Reino Unido. Entretanto, não ocorreu nenhuma revolução com fins de derrubar a monarquia, o rei - o quarto do país - abdicou ao trono, que foi ocupado pelo seu filho, e estabeleceu eleições para primeiro-ministro. O povo butanês, porém, não viu a democracia com olhos tão bons quanto o rei, eles acreditavam plenamente no seu antigo monarca.

Um povo que não simpatiza com a democracia, mas com o despotismo. Irônico, não é? Um verdadeiro tapa na cara do Mundo Ocidental, que viveu tantas revoluções sangrentas para conquistar a democracia. Essa 'novidade' novamente levantou minha curiosidade sobre esse país e me deu inspiração para conhecer mais sobre esse lugar fabuloso.