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Todo dia é dia de futebol

Brasil é o país do futebol. Ninguém pode negar. É mais que um esporte. É mais que entretenimento. É uma atividade cultural que faz parte da identidade do brasileiro, no geral, querendo ou não. Você pode não gostar do esporte (ou até mesmo de esportes em si), mas isso é algo visível. E não é de agora, não mesmo. São cerca de 120 anos de prática que marcaram intrissicamente a história deste país, dentre os quais 84 anos são de Copa do Mundo. Não é à toa que a nação para funcionalmente na hora das partidas. É esse espírito que Carlos Drummond de Andrade conta nas crônicas feitas entre 1954 e 1986, reunidas no livro “Quando é dia de futebol”, lançado neste ano pela Companhia das Letras.
















50 anos de Golpe Midiático




“50 anos do Golpe Militar: como afeta a economia do Brasil até hoje?”- Foi assim que o Bom Dia, Brasil, jornal da manhã da Rede Globo, se referiu à data histórica de 31 de março de 2014, dia em que o Golpe Militar brasileiro completou 50 anos. A ditadura militar brasileira durou mais de duas décadas e deixou cerca de 400 mortos e desaparecidos. Diante de tudo isso, questiono: seriam os efeitos na economia o assunto de maior relevância para se colocar em um dos telejornais mais vistos no país? Será que não tinha nenhum aspecto de maior interesse público a se abordar?

Autênticos

Autenticidade é difícil de descrever. Acho que está nos olhos de quem vê. Mas, para termos educacionais, podemos dizer que existem três formas de autenticidade: ineditismo, emocionalismo e posicionamento. Escolhi dois exemplos de vídeos do youtube que acredito que representem essas três formas.

Especial: Oscar 2014 - O Hobbit: A Desolação de Smaug

"Já acabou?". Foi isso que falei quando as luzes do cinema acenderam depois de assistir a O Hobbit: A Desolação de Smaug. Foram quase 3 horas de uma aventura incrível pela Terra-Média que passaram correndo e deixaram um gostinho de "quero mais", além de uma experiência única de som e imagem que tornou o longa-metragem merecedor de três indicações ao Oscar deste ano: Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhores Efeitos Visuais.

Dessa vez, vai (?)!


Gilbert Grape. Diário de um adolescente. Romeu + Julieta. Titanic. Gangues de Nova York. O aviador. Diamante de sangue. Foi apenas um sonho. Ilha do Medo. A origem. J. Edgar. Django Livre. O grande Gatsby. Todos grandes filmes, comentadíssimos e bem aclamados pela crítica e pelo público. Nenhum Oscar. É, assim que muitos lembram do Leonardo DiCaprio, um grande ator que, na minha opinião,  é completamente injustiçado pela Academia.

O refúgio musical africano


A internet nos permite conhecer facilmente sons produzidos por pessoas do mundo todo. Mesmo assim, a maioria de nós (eu inclusa) não conhece a rica diversidade de música disponível, primeiramente por preconceito. Música, cultura, inovação e tradição não são três pilares de exclusividade de megaeventos como o Rock in Rio e nem de bandas mundialmente famosas. Na verdade, eu vim falar sobre a música dos Bushmen, um povo indígena do sul da África.

Acredite ou não

Inexplicáveis (ou misteriosos) desaparecimentos são sumiços físicos de pessoas ou objetos sem razão ou causa aparente. Inúmeras hipóteses cercam esses desaparecimentos, indo do mundano, como uma simples brincadeira, ao extraordinário. Esses casos persistem no imaginário humano, quer seja pela ficção, quer seja pela realidade. Alguns deles vou contar aqui para vocês.

Por que o Mais Médicos tá causando tanto barulho na casa?

Jornalista Micheline Borges faz publicação no Facebook dizendo que médicas
 cubanas parecem com empregadas domésticas.
Ela deletou sua conta na rede social após a repercussão de suas declarações
Há quase dois meses o Governo Federal lançou o programa Mais Médicos, que tem o objetivo de aumentar o número de médicos atuantes na rede pública de saúde em regiões carentes, principalmente nas cidades interioranas. Para isso, “importaria” médicos estrangeiros, como de Cuba. A notícia causou o maior alvoroço desde seu anúncio até o momento atual, quando os cubanos já estão no Brasil. Mas por que tanto medo/ódio/aversão a esses profissionais? Vou levantar algumas... hipóteses.

Fim da MTV. Como assim? E agora?

Na foto, a geração de VJs que mais fez sucesso nos últimos anos.

Perto de completar 23 anos, o MTV Brasil vai fechar. Pois é, o grupo Abril, que licenciava a marca aqui no Brasil, tomou essa decisão há um tempinho, chocando - ou não - o público. O canal fez história durante toda sua trajetória, marcando diversas gerações e mudando a televisão brasileira. E agora, o que esse fim representa?

Cidade para todos nós

Nos últimos meses, as ruas brasileiras foram palco de muitas, muitas manifestações. Várias bandeiras foram levantadas a respeito de diversos assuntos: Passe Livre, Ato Médico, PECs, royalties do Pré-Sal para a educação, "cura gay" etc, mas o que, pessoalmente, achei que não foi discutido o suficiente foi a questão das melhorias das cidades como um todo. Ok, reclamou-se do trânsito e da corrupção, mas o debate sobre a estrutura da cidade não ganhou a atenção devida. É por isso que resolvi falar disso, agora que a poeira baixou e a gente pode pensar com mais calma.

Desmitificando o mito da felicidade

Queremos ser felizes. A todo momento, somos cercados por várias "ofertas" que prometem nos fazer conseguir isso, cada uma de uma forma diferente, mas com um fator em comum: o consumo. E é assim que se inicia o mito da felicidade.

Bem, esta é uma era consumista, isso não podemos negar. A venda e a compra são as principais preocupações atuais e há uma grande busca em transformar tudo o que puder em consumo, sobretudo a felicidade. Esta é usada não como um produto em si, mas como um fim, uma consequência da, e somente da, obtenção de um produto. A exemplo disso, podemos ver que em praticamente todas as propagandas as pessoas estão felizes principalmente nas de margarina, como essa família ao lado, porque compraram certo carro, porque usam certo perfume, porque consomem certa marca de congelados.

Procura-se inteligência no humor

Parece-me que está havendo uma grande confusão na comédia brasileira contemporânea. Ao invés de se usar o humor como ferramenta de expressão dos oprimidos, a comédia tem servido como instrumento dos próprios opressores para autorreferência, vangloriar-se e, às vezes, até autopiedade. Em outras palavras: ao invés de vermos personagens pobres satirizando a elite ou a elite rindo de si mesma, o que temos visto é a elite rindo dos pobres, não em forma de humor inteligente e reflexivo, mas com um humor simplesmente... babaca.

Fome x desperdício de alimentos no Brasil

O Brasil é um país que produz muito alimento, mas, mesmo assim, muitos brasileiros não têm o que comer. Isso ocorre porque enquanto alguns podem comprar em excesso, muitos não podem comprar nem o necessário à sobrevivência. Assim, pode-se afirmar que a fome e o desperdício de alimento formam um infeliz paradoxo na realidade brasileira.

Por um bom tempo, acreditou-se que o crescimento da população provocaria uma crise de fome no planeta, ideia sustentada pela teoria de Thomas Malthus, que acreditava que a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética, enquanto a população cresceria em progressão geométrica. Portanto, aquela não conseguiria acompanhar esta.

Atualmente, entretanto, sabe-se que essa teoria é errônea: a produção acompanhou – e acompanha -, sim, a população. Aliás, no Brasil, essa produção chega a superar a quantidade necessária, sendo em 2011 25,7% maior do que seria preciso. Então, por que o problema da fome?

Nova Bossa Nova

Não, a Bossa Nova não morreu. Os tempos são outros e as pessoas também, mas a Bossa Nova está viva, de uma forma, bom... nova. Um dos exemplos dessa nova geração é a carioca Ana Cristina, que tem um timbre tão tranquilo que nos remete ao calçadão de Ipanema, como Tom Jobim.

A Bossa Nova nasceu no fim dos anos 50 por um grupo de compositores - em sua maioria, jovens - da classe média carioca, que juntou o samba e o jazz, duas manifestações populares de música. O estilo calmo e íntimo da Bossa Nova levava (e leva) o público ao final da tarde na praia de Ipanema, com uma roda de amigos, relaxando e  "curtindo uma brisa". Isso tudo sem se mexer, sem nunca ter ido lá, quão forte é o poder do estilo musical. 

O incrível Gordon-Levitt

Não seria incrível se a Meryl Streep tivesse uma versão masculina? Bom, é assim que eu vejo Joseph Gordon-Levitt, o norte-americano que torna qualquer filme interessante.

Conheci Gordon-Levitt quando ele tinha 15 anos, na série 3rd Rock from The Sun. A sitcom conta a história de quatro alienígenas que vêm a Terra com uma missão e se disfarçam como uma família, os Solomon, na qual o garoto era o "filho", Tommy Solomon. Quem via a atuação impecável e totalmente profissional do adolescente já podia imaginar que ele iria longe, mas, eu pessoalmente, não sabia o quanto.

Ainda na série, Gordon-Levitt começou a fazer mais sucesso nas telonas, com destaque para a comédia juvenil 10 coisas que eu odeio em você, baseada na peça "A Megera Domada" de Shakespeare, na qual tinha o papel principal. Quando 3rd Rock from The Sun terminou, em 2001, ele começou a trabalhar com filmes considerados alternativos, o que fez com que ficasse meio "apagado" na mídia, como o muito bem recebido Brick, no qual interpreta um jovem em meio ao mundo das drogas durante a investigação de um homicídio.

Nossos desenhos dadás

Lembra quando você estudou o Dadaísmo no Ensino Fundamental e a professora mandou fazer aquela típica atividade de cortar palavras em revistas e juntar aleatoriamente? “Muito louco”, deve ter pensado, “Que sem noção”, “Como aqueles caras pensaram nisso?”. Pois é, se você acha que os “caras” pensaram nisso (no passado), está muito enganado: a verdade é que o Dadaísmo continua presente, e não é só na página Dadaísmo em quadrinhos, do Facebook. Não acredita? É só observar os desenhos animados atuais.

A invasão estrangeira ao Oscar 2013: Amor

Frio e, ao mesmo tempo, sensível. Assim é o filme “Amor”, do diretor austríaco Michael Haneke. O longa está dominando o Oscar 2013, recebendo 5 indicações, incluindo o de Melhor Filme, um feito extraordinário, já que a Academia muito raramente indica filmes estrangeiros nesta que é sua mais importante categoria. Mas é claro que também concorre a melhor filme estrangeiro, pela Áustria.

Na foto, o diretor conversa com seus atores principais, Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant.





















As boas mulheres da China


"Qual é a filosofia das mulheres? O que é a felicidade para uma mulher? O que faz uma boa mulher?"

Foi se fazendo essas três perguntas que Xinran desenvolveu o trabalho que deu origem ao livro "As boas mulheres da China", o qual indico fortemente.

Xinran é uma mulher chinesa, jornalista e escritora crescida durante a Revolução Cultural do seu país. Em uma manhã de 1989, ao chegar na rádio em que trabalhava, recebeu uma carta de um garoto, na qual ele denunciava um caso em que um homem de sessenta anos mantinha presa uma mulher nova - esposa que comprou, provavelmente raptada - presa com uma grossa corrente de ferro para que ela não fugisse dele. A jovem estava prestes a morrer e o garoto pedia a ajuda de Xinran, devido à influência dela. 

A novela do Mensalão

Em um país no qual pelo menos 70% das conversas entre pessoas são voltadas a este assunto banal chamado "novela"*, não é de se estranhar quando se percebe uma transgressão dessa ficção para o mundo real, ou seja, quando vemos que alguns tentam transformar a vida numa novela, fazendo de outras pessoas personagens que desempenham papéis específicos e comuns desse gênero televisivo: o vilão e o herói, por exemplo. É o que está acontecendo atualmente com o caso Mensalão – e a Imprensa, é claro, não poderia perder essa oportunidade para "colocar lenha na fogueira".
É sempre aquela história de superação do mocinho coitadinho que ascende socialmente e vira um herói, enquanto tem um vilão à espreita tentando impedi-lo de ter sucesso e tornar o mundo um lugar pior para viver. Pois é, eu disse "aquela história", com "h" minúsculo e não "aquela História", com "H" maiúsculo. Ou seja, é coisa de ficção. Vamos ser sinceros: a vida não é tão fácil de se analisar assim. Não mesmo. Mas é assim que muita gente está achando que é, a ponto de forçar a barra e começar a ficar preocupante.

Lealdade

"Serei, serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos, te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar pra trás"
Lealdade - Caetano Veloso

Lealdade é um conceito que pode levar a muitos caminhos. Ser leal a uma empresa, a uma pessoa, a um time, a uma banda... mas o que é, realmente, a lealdade?

Definir lealdade não é fácil, isso depende do ponto de vista. Este é o meu: lealdade é uma mistura de compromisso, fidelidade e sinceridade, tudo em uma palavra só. Nessa definição, vejo o cão como melhor símbolo.