As mudanças do mundo moderno


No dia a dia corrido que temos hoje, cheio de compromissos e afazeres de todos os tipos - que vão da simples tarefa de arrumar o quarto ao término daquele trabalho, não tão simples assim, que o professor passou semana passada -, acabamos adquirindo o hábito, por vezes inconsciente, de poupar tanto tempo quanto for possível, de economizá-lo. Estamos sempre procurando formas mais rápidas para fazer aquelas atividades que podem ser "apressadas".

Em meio a essa correria, acabamos deixando pra trás pequenas coisas, ações banais que para muitos talvez não façam diferença, mas que para outros podem ter um enorme significado. Enquanto estamos ocupados, o tempo vai passando, novas tecnologias vão surgindo, tudo ao nosso redor vai se transformando, adaptando-se aos novos hábitos da sociedade.

Nada acontece do dia para a noite, as mudanças ocorrem gradualmente e mal percebemos. Estamos ocupados demais "vivendo" e, quando nos damos conta, já passou. Ações simples como o ato de ir a uma locadora de filmes, por exemplo, é algo que me fará muita falta caso desapareça por completo. Essa é uma atitude que já vemos com pouca frequência atualmente, daqui a alguns anos talvez não vejamos de fato.

Meia verdade, mentira completa

Charles Foster Kane, dono do maior império jornalístico americano, na primeira metade do século vinte, conseguiu ser vítima da pobreza e da riqueza e ainda sair da vida para entrar na história como um vilão. Tudo isso em uma só vida. Trata-se aqui de uma obra fictícia, o filme Citizen Kane (“Cidadão Kane”, no Brasil), dirigido, escrito e interpretado por Orson Welles, em 1941.

A obra é conhecida principalmente por suas contribuições técnicas, que produziram uma profunda inflexão sobre o curso da linguagem cinematográfica. Muitos a consideram a obra mais importante desde a invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière. Por outro lado, há um vasto e profícuo conteúdo social e político a ser discutido.

As boas mulheres da China


"Qual é a filosofia das mulheres? O que é a felicidade para uma mulher? O que faz uma boa mulher?"

Foi se fazendo essas três perguntas que Xinran desenvolveu o trabalho que deu origem ao livro "As boas mulheres da China", o qual indico fortemente.

Xinran é uma mulher chinesa, jornalista e escritora crescida durante a Revolução Cultural do seu país. Em uma manhã de 1989, ao chegar na rádio em que trabalhava, recebeu uma carta de um garoto, na qual ele denunciava um caso em que um homem de sessenta anos mantinha presa uma mulher nova - esposa que comprou, provavelmente raptada - presa com uma grossa corrente de ferro para que ela não fugisse dele. A jovem estava prestes a morrer e o garoto pedia a ajuda de Xinran, devido à influência dela. 

A fascinante Sétima Arte

Sou fanática pelo cinema (fato que você já deve ter percebido devido a se tratar de um tema frequente nos meus textos). Os filmes sempre foram uma grande paixão minha, tanto que passo noites e mais noites sem dormir assistindo-os. Há algum tempo comecei a pesquisar mais sobre o assunto - pesquisei sobre a origem e a evolução dessa incrível forma de expressão - e acabei me apaixonando mais ainda.

Tudo começou quando os irmãos Lumiére, no ano de 1895, inventaram o cinematógrafo e ficaram conhecidos historicamente como os fundadores do cinema. Nesse mesmo ano, aconteceu também a primeira sessão de cinema, proporcionada justamente pelo trabalho desses franceses. Seus filmes eram pequenos, com aproximadamente três minutos cada, e dentre esses primeiros filmes a serem exibidos estava A Chegada do Trem na Estação, que mostrava, obviamente, a chegada de um trem a uma estação ferroviária. Reza a lenda que, conforme a locomotiva aproximava-se cada vez mais da câmera, os espectadores começaram a pensar que seriam atropelados pela máquina, correndo alucinadamente para fora das dependências do teatro. Era o início de uma das evoluções mais importantes da Era Pós-Industrial, ainda estranhada pelos olhos virgens da população ignóbil da época - e quando falo ignóbil, me refiro ao sentido tecnológico, não cultural. Nos dias atuais, um simples vídeo de três minutos com um trem chegando à estação pode parecer simplório e ser tachado como besteira, entretanto, imagine-se vivendo no século XIX, época na qual tudo referente à tecnologia era novidade, e me responda como você se sentiria e qual seria sua reação? Provavelmente a mesma do pequeno grupo de telespectadores dessa sessão de cinema.