A arte de Fábio Moon e Gabriel Bá

Minha caminhada como leitor foi grande, passei por várias fases - gibis, mangás, quadrinhos - até finalmente chegar à literatura. E ainda hoje tenho grande apreço por cada uma dessas fases. Portanto, não é segredo, pelo menos para os meus amigos, o fato de eu ser um grande fã de histórias em quadrinhos. Infelizmente, ainda hoje, as histórias em quadrinhos são tidas como uma espécie de "arte menor" por supostamente terem um conteúdo de teor infantil. Todavia, embora poucos tenham conhecimento, nem todos os quadrinhos são sobre crianças aventureiras e heróis superpoderosos, foi na Nona Arte que surgiram diversas obras-primas adultas, como Maus de Art Spiegelman, Persépolis de Marjane Satrapi, 300 de Frank Miller, V de Vingança de Alan Moore e Sandman de Neil Gaiman.

Se no mundo como um todo já há uma desvalorização das HQs, no Brasil esse problema é muito mais agravante. Essa ideia de a Nona Arte ser inferior talvez remeta ao fato de que não há no país a tradição dos quadrinhos voltados para o público jovem e adulto. No Brasil, o que temos são clássicos infantis, como a Turma da Mônica do Maurício de Sousa e o Menino Maluquinho do Ziraldo. Excelentes, sem dúvida, mas pouco atraentes para o público mais maduro.

Êxito

Como poucos devem saber, fui diagnosticado com depressão há alguns meses. Sim, eu, um jovem que "tem toda a vida pela frente" e tem como maior responsabilidade apenas ir para a universidade e tentar não reprovar novamente. Na época da confirmação das suspeitas sobre minha doença - chorar sem motivo aparente é um bom indício - eu ainda não tinha um cônjuge e nem acesso à fórmula da felicidade (Oxalato de Escitalopram, Exodus para os íntimos), ambos componente importantíssimos para o meu tratamento. Mas o ponto em que quero chegar é o da desmitificação da depressão como "frescura".

Depressão é sim uma doença, e uma das que mais causam mortes por todo o mundo, porém ela começou a ser estudada a fundo apenas a partir do início do século XX, ainda que haja registros de ocorrência dela de muito antes, inclusive na época de Hipócrates. Alguns de seus sintomas são humor deprimido, fadiga constante, insônia ou hipersonia, pensamento suicida e diminuição no prazer que se costumava sentir ao realizar certas atividades. A depressão é caracterizada por um desequilíbrio de substâncias químicas no cérebro, como a serotonina, a qual é responsável pela sensação de euforia e controle do apetite e sono. E os remédios antidepressivos costumam atuar exatamente nessas substâncias. Além de ser importante citar que existem diversos tipos de depressão e que os efeitos dos remédios são diferentes para cada organismo.

Frustrações e lamentações

Estudar, estudar e estudar... Isso é o que a maioria das pessoas espera, hoje, de um jovem de 18 anos... Estar em uma boa faculdade e garantir seu futuro... Qualquer pequeno "desvio" é motivo de críticas e lamentações, vindo principalmente dos mais velhos. Receber críticas e lamentações, acontece comigo quase todos os dias, e muitos devem passar pela mesma situação. Então, temos que aprender a conviver com isso, não é? Não! Por que temos que aceitar críticas de pessoas que querem tentar moldar o nosso futuro?!
"Você faz o que você ama, e que se foda o resto."


Fisicamente, larguei a faculdade. Não compareço às aulas desde junho, eu acho. Passei meses em um curso do qual não gostava e muito demorei para - finalmente - decidir tentar algo de novo na minha vida e prestar vestibular mais uma vez. Para quem leu o meu texto anterior, “Escolhas para o seu futuro”, já deve entender a minha história e o meu ponto de vista em relação a provas de vestibular e cursos.

O último dia

Acredito que, no fundo, todo mundo gosta de divagar no tempo. Algumas vezes, músicas dão um "empurrãozinho" e nos levam a lugares que talvez não existam e que nos fazem, de certa forma, viver situações que provavelmente nunca acontecerão. Recentemente, enquanto estava ouvindo música no modo aleatório, a  faixa O último dia, do Paulinho Moska, começou a tocar e me suscitou a seguinte reflexão: o que eu faria do dia de hoje se soubesse que amanhã D̶e̶u̶s̶ ̶i̶r̶i̶a̶ ̶a̶p̶e̶r̶t̶a̶r̶ ̶o̶ ̶b̶o̶t̶ã̶o̶ ̶"̶d̶e̶l̶e̶t̶e̶"̶ ̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶do o mundo iria acabar? 
Consequentemente, passei muito tempo pensando sobre o que eu faria se o mundo acabasse. Inúmeras situações surgiram na minha mente e nenhuma delas - exceto a que eu pensava em manter ao meu lado as pessoas que amo - eu teria coragem de fazer se não tivesse a plena certeza de que o mundo iria acabar amanhã. Creio que muitos de vocês - ou até todos - pensariam também em praticar atitudes ilícitas.  Há tantas coisas que queremos fazer e, por algum motivo, acabamos deixando para outra hora. Há tantas vontades que temos e que, por conta dos valores que a sociedade nos impõe, não são realizadas. E quando pensamos em uma situação em que podemos perder a vida, nada (ou quase nada) mais importa, assim faríamos coisas como aquelas retratadas na música de Paulinho Moska: "abria a porta do hospício", "dinamitava o meu carro", "parava o tráfego e ria" etc.